HenriqueO dedo do Heitor repousava sobre o gatilho, enquanto o sorriso dele era de pura insanidade.— Atira, Lucchese!A voz dele ecoou pelo parque.— Vamos! Acaba com isso!Abriu os braços por um momento, sem abaixar a arma.— Nós dois podemos morrer juntos aqui mesmo.O sorriso dele era diabólico.— Ou… talvez eu seja mais rápido e apague você antes.Não respondi e continuei encarando seus olhos. Era ali que estava o verdadeiro perigo e qualquer distração poderia ser o meu fim. Pelo menos foi o que pensei, até ver um movimento atrás dele. Uma sombra surgiu da escuridão. Pensei que fosse o Tadeu, mas quando a silhueta avançou eu percebi que não era.Era um homem alto, todo vestido de preto. Uma pistola prateada reluzia em sua mão. Era uma armadilha.O sorriso do Heitor aumentou.— Finalmente, você chegou.Meu corpo inteiro estava em estado de alerta. Meus olhos oscilavam entre Heitor e o homem.— Está difícil decidir, não é?Ele inclinou a cabeça, divertindo-se com a minha situação.
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