Ela olhou para os amigos de Yago, um deles tremia visivelmente. O instinto de professora, acostumada a ler rostos, gritou em sua mente: é uma armadilha.- João, não! Leila tentou gritar, mas o vento que começava a soprar forte no cânion e o barulho de uma trovoada distante abafaram sua voz. Ela tentou correr em direção ao guia, mas Almir a segurou pelo braço para ajudar outro turista que havia tropeçado.- João, espera!Era tarde. João, movido pelo dever de guia, já estava conduzindo Yago para uma fenda lateral onde, teoricamente, o ar seria mais fresco e o hóspede poderia se sentar.Em questão de minutos, o céu do cerrado, que era azul, tornou-se cor de chumbo. Uma tempestade repentina, típica da região, desabou com uma violência avassaladora. A visibilidade caiu para quase zero.- Todos para a área de abrigo! Agora! — gritou Almir, puxando o grupo para uma caverna próxima.Leila gritava por João, mas a cortina de água era impenetrável. Do outro lado de um desfiladeiro que começou a
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