Quando a multidão alcançou a área externa, a cena era aterradora. Poeira, fumaça e o cheiro de borracha queimada. Helô estava caída de joelhos perto de um dos pilares da entrada, as mãos no rosto, gritando desesperadamente. Henrique chegou primeiro, segurando-a pelos ombros, enquanto seus olhos procuravam freneticamente por Leila em meio aos destroços do carro que havia subido a calçada.Leon chegou logo atrás, o rosto pálido, a arrogância transformada em um terror absoluto. Ele tentou dar um passo à frente, mas o pai, o Sr. Alberto, o segurou pelo braço com uma força que Leon nunca sentira. O destino, que Leon tentara controlar por quinze anos com silêncios e culpas, acabara de tomar o controle das mãos dele da forma mais violenta possível.Os pais de Leon estavam constrangidos e brigaram com ele, a mãe dela que ouviu tudo, defendeu a filha e esbravejou:- Leila amiga, fala comigo. Me ajuda aqui gente. Henrique, me ajuda. Helô gritava desesperada.- Calma Helô, não pode mudar ela de
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