Caminhei devagar até ela, deixando Chiara por um instante. Olhei nos olhos da minha mãe e vi a dor do mundo inteiro concentrada ali. — Eu sinto muito, mãe — falei, e aquela foi uma das frases mais difíceis que já proferi na vida. — O ferimento foi fatal. Ele não resistiu. No mesmo segundo em que as palavras saíram da minha boca, as pernas de Aurora vacilaram. Ela soltou um grito dilacerante, um som de pura agonia que ecoou pelas paredes da mansão, e desabou. Eu a amparei antes que ela atingisse o chão, puxando-a para um abraço apertado. Minha mãe chorava copiosamente, socando levemente o meu peito em meio ao desespero, agarrando-se ao meu terno sujo como se tentasse segurar os restos do marido. Matteo aproximou-se pelo outro lado, ajoelhando-se e envolvendo nós dois com os braços, oferecendo o pouco conforto que ele poderia dar. Pelo canto do olho, vi Sofia cobrir a boca com as mãos, as lágrimas escorrendo livremente. Ela deu um passo par
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