Mary Anne A praça da pequena cidadezinha estava viva. Luzes coloridas penduradas entre as árvores, mesas longas cheias de queijos, pães, azeitonas e jarros de vinho. Música alta, risadas, cheiro de uva madura e pão assado no ar. Era a festa da colheita, e os moradores pareciam conhecer Clarke como um dos seus. — Vem, Mary! — chamou uma senhora idosa, Dona Rosa, puxando minha mão. — Hoje você pisa com a gente! Eu ri, olhando para Clarke, que observava tudo com um sorriso orgulhoso no canto da boca. Tirei as sandálias, levantei a saia vermelha que ele tinha me dado e entrei na grande tina de madeira cheia de uvas. O contato frio e úmido dos cachos esmagados sob meus pés foi delicioso. Comecei a pisar, devagar no começo, depois com mais força, rindo alto enquanto o suco roxo subia pelas minhas pernas. — Mais forte, menina! — gritou um senhor ao meu lado, pisando ao meu ritmo. Eu girei, a saia rodopiando, as franjas douradas balançando. O suco espirrava, manchando minhas pernas, o ve
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