ALINAEu me deitei na cama e tentei dormir, mas não consegui. Me sentia péssima, envergonhada. Isso só provava o que eu já sabia: eu não pertenço a esse mundo.Não sou sofisticada, nem perfeita como aquelas garotas. Elas são independentes, bem-sucedidas, confiantes. E eu? Apenas a esposa de um chefe da máfia que nunca sai de casa. Passei tanto tempo cuidando dele que percebi que já nem sei mais quem eu sou. Parece estúpido, eu sei.Ouço a porta se abrir e abro os olhos, vendo Gregorio entrar e caminhar em minha direção.— Está se sentindo melhor? — ele cruza as mãos atrás das costas, marchando até mim.— Um pouco. Minha cabeça dói. — respondo, e ele leva a mão ao meu rosto, acariciando minha pele de leve. Aquilo me conforta.— Quer que eu pegue alguma coisa pra você? — ele pergunta, mas balanço a cabeça rapidamente.— Não, tá tudo bem. E você, sente alguma dor? — pergunto, olhando para o peito dele e depois voltando aos seus olhos.— Nenhuma, anjo. — ele nega e ainda me dá uma piscade
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