ALINA POVEu fico na cozinha fazendo algo pra comer. Gregorio tem reuniões o dia inteiro, então não vou ver ele até de noite.De repente, ouço a campainha tocar e corro pra abrir a porta. Espio pra ver quem é e encontro Carina parada na minha frente.“Carina? O que você tá fazendo aqui?” exclamo, sorrindo pra ela, mas o sorriso logo some quando reparo no estado em que ela tá.“O que houve?” pergunto, notando os olhos vermelhos dela.“Posso entrar?” ela fungou, e eu a deixo entrar, com o coração apertado de preocupação.“Sim, mas você tá bem? Tá tremendo.” Pergunto, passando as mãos pelos braços dela pra tentar aquecer, enquanto fecho a porta.“Tô, eu—eu tô bem.” Ela gagueja, visivelmente nervosa. Eu nunca vi a Carina assim.Abro a boca pra falar, mas um choro alto vem do quarto do bebê. Suspiro, me levantando do sofá.“Por favor, senta aqui. Eu já volto. Só vou colocar ele pra dormir de novo.” Digo antes de correr pro outro quarto, pegar a chupeta do Eric e balançá-lo até ele adormece
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