AMÁLIAAbri os olhos lentamente, sentindo as pálpebras pesadas como chumbo. As luzes brancas acima de mim pareciam fortes demais, quase agressivas, e por alguns segundos tudo ficou desfocado. Um zumbido insistente preenchia meus ouvidos enquanto o cheiro forte de álcool e medicamentos denunciava exatamente onde eu estava.Hospital.Minha cabeça latejava de forma cruel, como se algo apertasse meu crânio por dentro, e um enjoo violento revirava meu estômago.Com esforço, apoiei as mãos na cama e me sentei devagar, tentando enxergar melhor o quarto ao meu redor. Havia aparelhos ao lado da maca, o som ritmado dos monitores e a janela parcialmente aberta deixando entrar a luz fria da manhã.— Onde… onde estou? — minha voz saiu rouca e fraca.A voz calma de Oliver veio quase imediatamente.— Você está no hospital, Amália. Precisará ficar aqui por alguns dias.Virei o rosto e o encontrei sentado próximo à cama, observando-me atentamente. Seus olhos carregavam cansaço, mas também alívio. Sorr
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