O sol do final da tarde começava a lamber as colinas da Toscana, tingindo as parreiras intermináveis da Vila com um tom de ouro velho e cobre. Depois que eu saí da casa de Beniamino, o clima pesado que vinha nos arrastando desde Florença pareceu evaporar por completo. Luna estava muito bem e sorridente; as bochechas dela tinham recuperado aquela cor corada e saudável, e o brilho nos seus olhos castanhos me dava a certeza de que a escolha de trazê-la para cá havia sido a mais acertada da minha vida. Passamos o resto do dia juntos, caminhando de mãos dadas pelas trilhas de terra batida, rindo de bobagens e fazendo coisas de um casal normal. Por algumas horas, eu não era o Don da maior organização criminosa da região, o homem que assinava sentenças de morte e lidava com tiroteios no meio da noite; eu era apenas um homem completamente rendido pela mulher ao meu lado. Mas, conforme a noite avançava e a brisa fresca começava a soprar, uma urgência diferente começou a queimar no meu peito.
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