CAPÍTULO 20 — A FILIAL DO CAOS(Ponto de vista de Carolina)Quando cheguei à filial de Colonia, o caos era tão grande que parecia palpável: policiais conversando com funcionários nervosos, jornalistas se movendo como enxames inquietos, clientes discutindo em voz alta, câmeras desligadas, caixas sem controle, gerentes sem saber a quem obedecer. E, no meio do desastre, a fachada do Supermercados Fontes — o orgulho do meu avô — transformada numa caricatura grotesca de desordem.Senti o coração bater forte, mas não abaixei a cabeça.Não podia diante deles.Não queria manchar o sobrenome.Não diante da filial que foi o orgulho do meu avô.Caminhei até a entrada com passos firmes. Gabriel vinha atrás de mim, silencioso, atento, com aquele jeito de observar tudo sem parecer que observa nada, como se já soubesse que havia peças fora do lugar antes mesmo de eu conseguir enxergá-las.Martín Fontes — ou melhor, ele usava o sobrenome da mãe, porque na verdade era García — estava na porta, cercado
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