Assim que a porta do quarto se fechou atrás de nós, o silêncio tomou conta do ambiente. Depois de um dia inteiro cercados por pessoas, risadas e conversas, estar novamente a sós com Andrew parecia quase estranho. Por alguns segundos, nenhum dos dois disse nada.Ele retirou o relógio do pulso e o colocou sobre a cômoda próxima à entrada. Eu deixei minha bolsa sobre a cama. Quando me virei, encontrei seus olhos me analisando com aquela expressão séria que eu conhecia tão bem.— Eu não deveria ter gritado com você — a voz dele saiu impregnada de sinceridade. — Eu estava irritado, mas não tinha o direito de falar daquela forma. Me desculpe.— Está tudo bem, Andrew — falei, me aproximando dele. — Eu não sei o que aconteceu comigo naquele momento. Eu estava magoada, insegura, e acabei transformando tudo em uma discussão.A mão dele envolveu minha cintura, puxando-me para mais perto.— Eu falei coisas que não deveria ter falado — continuei, minha voz saindo ainda mais baixa, quase um sussurr
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