— E se eu fosse você, além de parar com tanto moralismo, também começaria a ver o lado bom das coisas — disse, abrindo uma barra de chocolate para, em seguida, dar uma mordida. — Que seria? — indaguei com sarcasmo. Eu realmente não conseguia ver lado bom de nada daquilo. Tudo que conseguia enxergar era minha derrota ao tentar lutar contra o que sentia por Dominic. — Meu irmão, apesar de ter uma fama um tanto quanto amedrontadora na máfia, pelo que eu sei, nunca te agrediu ou te bateu — disse como se aquilo fosse uma vantagem e não obrigação de um homem normal não ser um covarde. E eu sinceramente achei melhor calar minha boca. Não entraria numa discussão sobre chicotes e estrangulamento com Isabella. — Além disso, mesmo que seja só no cartório, você é a esposa dele, Luísa. Você não é uma amante ou algo do tipo. E, sendo sincera, não é uma coisa muito comum o conselho da máfia aceitar tão facilmente que o Don se case com uma mulher fora da organização. Normalmente, todo chefe da máf
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