AnyaBaixo os olhos por alguns segundos e quase sinto agulhas perfurarem minhas órbitas ao fechá-los. Mas, por mais estranho que pareça, é um alívio. Então deixo-os fechados por instantes, permitindo que tudo escureça e o silêncio se torne profundo. Por alguns segundos… tudo desaparece.Levanto a cabeça de repente, batendo contra a mesa, e inspiro fundo antes de soltar o ar com força.Tiro os saltos, ergo os pés e começo a massageá-los lentamente, enquanto volto a encarar o computador. As linhas de código continuam imutáveis, o GPS segue estático, as coordenadas permanecem no mesmo lugar.Por mais que eu tente, não consigo desacelerar o relógio, muito menos encontrar uma forma de fazer isso parar. Os códigos antes indecifráveis agora estão corrompidos, e nem mesmo a chave de segurança consegue penetrar ou restaurá-los. É como se cada linha invasora tivesse um contra-ataque pronto para os meus comandos, e os bots se reconstruíssem a cada vez que eu os destruía.Jamais imaginei qu
Ler mais