Minha respiração estava acelerada. O corpo inteiro rígido, dolorido. A saliva que descia pela minha garganta queimava feito fogo, me remetendo ao dia em que me afoguei.Então, finalmente, saí do transe. E o olhei. Leonardo permanecia do outro lado da sala, no chão. O rosto estava machucado, o lábio sangrava. A camisa estava toda manchada de sangue. A última parte que eu lembrava era do carro da polícia. E eu, mais uma vez, sentado no banco de trás. A diferença é que agora eu tinha uma algema nos pulsos. Ainda assim, eu ria, feito um louco. Que fosse condenado, que pegasse prisão perpétua. Eu não me arrependia. Vê-lo ali, no chão, tão destruído quanto eu, só me deu satisfação.A diferença entre Leonardo e eu é que ele estava com o corpo ferido. Eu fui atingido no coração e na alm
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