POV ROMEOMeu telefone vibrou. Era a minha mãe. Não atendi. Segui ali, junto de Frankie. Tocou de novo e depois continuou, insistentemente.— Quem é? — Frankie perguntou.— Minha mãe.— Atende ela.— Você é a minha prioridade.— Ao menos... veja o que ela quer.A contragosto, deixei o quarto e fui para o corredor atender a minha mãe:— Fale, mãe.— Onde você está, Romeo?— Num hospital.— O que está fazendo no hospital? Está com ela?— Sim, estou com Frankie.— “Frankie”? — ela gritou do outro lado da linha — por um momento, achei que você pudesse ter recuperado a sua sanidade.— E recuperei. Não está orgulhosa de mim? Tanto recuperei a minha sanidade que nesse momento estou aqui, junto da minha esposa.— Rijonia perdeu o bebê.Eu deveria sentir algo. Mas não senti. Pelo contrário, eu vibrei. E não, não foi por frieza ou insensibilidade. Foi pelo quanto Rijonia Deschamps era uma vagabunda, filha da puta.— Romeo, está me ouvindo?— Alto e claro, mãe.— E o que... está pensando, meu fi
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