POV BIANCAO som da água do chuveiro batendo contra o piso de azulejo do vestiário era o único ruído no ambiente. Julian estava lá dentro, com a porta de vidro opaca escondendo a sua silhueta, mas eu ainda podia ouvir a respiração pesada, entrecortada, de quem lutava contra a própria exaustão.Olhei para a máscara de ouro caída no concreto. Estava amassada, arranhada, o metal precioso desprovido de qualquer glamour. Era apenas sucata. O símbolo do Ares, a engrenagem que eu havia desenhado, o ícone que moveu milhões de dólares e perseguições implacáveis, agora parecia tão frágil quanto o homem que o usava.Eu deveria ter saído dali. O plano era claro: entregar o basta, devolver os presentes e desaparecer de volta para a minha vida de caixa no bar de New Jersey. Mas os meus pés pareciam colados ao chão.A porta do box abriu. Julian saiu, a toalha amarrada na cintura, o peito ainda coberto por uma fina camada de umidade e os hematomas da luta daquela noite ficando roxos sob a iluminação
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