Durante esse período, Carolina foi cruelmente castigada. Não tinha o suficiente para comer, nem conseguia dormir direito. Tudo o que havia feito com Giovana retornou para ela, multiplicado inúmeras vezes.Encolhida no porão, tremendo de frio e medo, ela mal reagiu quando a porta se abriu e a luz invadiu o ambiente. Só quando Samuel entrou é que ela voltou a si, como se despertasse de um pesadelo. Desesperada, rastejou até ele como quem encontra uma tábua de salvação e o abraçou com força.— Samuel, eu errei! Me perdoa! Eu nunca mais vou atrapalhar você e a Giovana. Vou desaparecer, ir para bem longe, nunca mais vou incomodar vocês. Por favor, me deixa ir, eu sei que errei! — Ela implorava entre soluços, chorando de forma miserável.Samuel não disse nada. Apenas observou atentamente aquele rosto, que já não restava a pureza ou a beleza de antes, apenas desejo e ganância sem fim. Como ele pôde perder a pessoa mais importante da sua vida por causa dela?Só de pensar nisso, a raiva voltou
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