Richard e Karen conversavam amenidades na sala de jantar, enquanto aguardavam Sebastian acordar. A manhã estava silenciosa demais para aquela casa enorme, silenciosa demais para Karen, que não conseguia parar de pensar no cemitério, na chuva, no beijo, na mãe morta.Richard a observava com interesse contido, quase clínico."Devem ser dias difíceis para você,” ele disse por fim, estudando cada nuance do rosto dela, como quem analisa um depoimento importante."Surpreendentes, eu diria." Karen mexeu no guardanapo, inquieta. "Aconteceram tantas coisas ao mesmo tempo que eu ainda estou tentando processar.""Você é uma garota muito corajosa."Um sorriso pequeno, quase tímido, apareceu nos lábios dela. O primeiro desde que acordara."Alguma pista de quem me sequestrou?" ela perguntou, com cautela, como quem sabe que está pisando em vidro."Nada,” Richard mentiu com suavidade profissional, o tom tão natural que era impossível desconfiar.Karen suspirou, frustrada."Eu não entendo por que Seb
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