Ele me olha de cima a baixo, ajusta a gola do terno e responde com uma cordialidade ingênua:— Boa noite! Sim, estou indo sozinho, sim sou primo da Sabrina, minha noiva acabou tendo um imprevisto de trabalho de última hora e não pôde viajar comigo, então acabei vindo sozinho para a igreja e agora vou para a festa.— Sinto uma onda de triunfo percorrer a minha espinha, mas mantenho a fisionomia perfeitamente ensaiada de desespero e constrangimento, levando a mão ao peito como se estivesse diante de um drama terrível.— Meu Deus, que coincidência abençoada ter encontrado você! — exclamou, soltando um suspiro trêmulo de alívio. — Será que você poderia me fazer um favor gigantesco e me ajudar a resolver um problema enorme? Acontece que eu sou uma grande amiga da noiva, mas com toda essa correria de viagem eu acabei cometendo a burrice de perder o meu envelope com a senha individual de acesso ao salão. — A Sabrina é uma querida, você sabe como ela lutou com unhas e dentes para que este
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