RonanNyla e eu seguimos pelos túneis secretos. A entrada fica escondida atrás de uma formação de pedras e raízes grossas, exatamente onde sempre esteve. O cheiro de terra úmida nos recebe assim que abro a passagem. O ar lá dentro é frio, fechado, impregnado por poeira antiga e umidade. O tipo de lugar que parece ter sido esquecido pelo tempo, embora continue carregando segredos suficientes para derrubar uma alcateia inteira.O silêncio entre nós é pesado, mas não carrega angústia, é um silêncio de concentração, de preparação.Nyla caminha perto de mim, atenta a cada ruído, cada mudança no ar, cada sombra profunda entre as paredes estreitas. Mesmo sem precisar, sinto sua presença como uma certeza ao meu lado. Ela não tenta mais me acalmar pelo vínculo. Talvez tenha entendido que, neste momento, não preciso ser suavizado.Preciso ser acompanhado, e ela faz exatamente isso, permanecendo ao meu lado sem tentar me impedir, sem me julgar, sem questionar o que estou prestes a fazer, apenas
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