O resto da tarde passou mais rápido do que imaginei, o que talvez tenha sido uma sorte. Tentei me distrair com outras coisas, abri algumas abas no computador, comecei uma tarefa, depois outra, mas nada durava muito. Mais cedo ou mais tarde, meus pensamentos acabavam voltando para o mesmo lugar: a conversa, o que eu ia dizer e, principalmente, até onde aquilo poderia chegar.Quando olhei o horário de novo, já estava perto das seis.Soltei o ar devagar, me levantando da cadeira e indo direto para o quarto. Peguei uma roupa de treino qualquer, sem pensar muito, e comecei a me arrumar. O processo foi automático: camiseta, short, tênis, tudo no ritmo de quem já fez aquilo centenas de vezes.Peguei o celular e as chaves. Por um segundo, fiquei parado na porta do quarto, como se meu corpo estivesse tentando entender se aquilo era só mais um dia normal.Não era, mas saí mesmo assim.O caminho até a academia foi rápido, mas minha cabeça já estava lá antes mesmo do meu corpo chegar. As ruas, o
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