PONTO DE VISTA: VALENTINA ROSSI Sinto-me desolada, mas o desespero agora deu lugar a uma frieza cirúrgica. A dor era um grito silencioso que eu finalmente aprendi a abafar. Damian Valmont havia me demitido por um capricho doentio, meu irmão carregava as marcas do bullying na pele, e a vida da minha mãe estava por um fio, dependendo exclusivamente daquele arrogante e babaca. A aflição me queimava, mas eu usei esse fogo para forjar uma armadura de gelo. Eu faria qualquer coisa pela Dona Cecília. Qualquer coisa. Despertei no hospital com o som dos monitores ditando o ritmo da nossa agonia. Minha mãe estava acordada, os olhos opacos fixos no teto branco. Segurei sua mão, sentindo a fragilidade dos seus ossos. — Por que você não foi para casa, Valentina? — Ela sussurrou, a voz falhando. — Eu não queria te dar todo esse trabalho, minha filha. — Que trabalho, mãe? Você não me dá trabalho nenhum — respondi, forçando um sorriso que não chegou aos meus olhos. — Eu tive medo de te perder, m
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