O motor do carro ronca suave enquanto as rodas cortam o asfalto da rodovia, deixando o movimento caótico da cidade cada vez mais distante no retrovisor. Olho para o lado e sinto meu peito se expandir tanto que chega a doer de tanta felicidade. O perfil do Mário é focado, firme ao volante, mas há uma leveza nos olhos dele que eu estou me acostumando a ver ultimamente. Hoje, não há ternos, não há crachá de CEO, não há jaleco de médico ou preocupações médicas. Ele usa uma calça jeans confortável, uma camisa de linho azul clara com as mangas dobradas até os antebraços e carrega um sorriso de canto de boca que me faz derreter por inteira. Nós estamos viajando. Pela primeira vez em nossas vidas. Como um casal de verdade.Quando ele me disse, no meio da semana, que pretendia nos isolar do mundo por dois dias, achei que fosse um sonho. Depois de começarmos a enfrentar os primeiros olhares velados na rua e a tensão silenciosa com a Fernanda, essa viagem surge como um oásis. Mário organizou tud
Ler mais