Joseph A primeira coisa que fiz foi tentar controlar a respiração. O coração disparou no instante em que percebi as cordas prendendo meus pulsos e tornozelos, mas entrar em pânico nunca resolveu problema algum. Muito pelo contrário. O desespero costuma ser um aliado de quem está no controle da situação, e eu não pretendia facilitar o trabalho de ninguém. Pisquei algumas vezes, tentando entender onde estava. O carro seguia em movimento. Meu corpo estava jogado no banco traseiro, inclinado de lado, e uma fita grossa cobria minha boca. Forcei o pescoço para enxergar o banco da frente. Havia duas pessoas. O motorista e o passageiro. Os dois conversavam baixo. Muito baixo. Esforcei a audição, prendendo até a própria respiração. Não era inglês. Também não parecia italiano, francês ou espanhol. As palavras tinham sons secos, curtos, quase engolidos no meio das frases. Meu cérebro começou a vasculhar tudo o que ouvira durante as investigações das arenas. Alguns lutadores eram
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