Joseph Dias se passaram. Com a sensação de que o relógio brincava com a minha mente, porque as horas se arrastavam. E eu odiava isso. Era uma tortura. Normalidade depois de uma sequência de desastres sempre me deixava desconfiado. Era como o silêncio antes de uma tempestade. Bonito por fora. Perigoso por dentro. Can recebeu alta e foi para minha casa. Contra a vontade dele, naturalmente. O garoto parecia acreditar que médicos existiam apenas para impedir pessoas de fazerem coisas estúpidas, o que, pensando bem, talvez fosse verdade. Conforme eu havia combinado com Harris, trouxe Can e a mãe para a mansão. A adaptação, porém, não foi exatamente simples. A mãe dele, Miriam, era uma mulher gentil, educada e visivelmente desconfortável em qualquer cômodo que tivesse mais de três metros quadrados. Ela agradecia por tudo, pedia desculpas por tudo e parecia pedir permissão até para respirar. Can não era muito diferente. Embora tentasse disfarçar, eu percebia. Ele se movia pela casa
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