O salão estava aquecido pelo som suave de um quarteto de cordas ao fundo. Taças tilintavam, conversas fluíam em tons elegantes e controlados, e o brilho dos lustres refletia nas superfícies douradas da decoração que Isabella havia escolhido com precisão quase obsessiva. Cada detalhe ali carregava a assinatura dela, mesmo que muitos ainda não soubessem disso. Após o brinde, o clima se tornou mais descontraído. Pequenos grupos se formavam, risadas surgiam aqui e ali, e garçons circulavam com bandejas impecáveis. Arthur ainda mantinha Isabella próxima, a mão firme na cintura dela, como se quisesse deixar claro para todos que ela não era apenas um acessório naquela noite. E então, como se fosse inevitável, Marta Montenegro reapareceu. Ela se aproximou com aquele olhar analítico, quase cirúrgico, observando Isabella de cima a baixo mais uma vez, como se ainda não tivesse terminado de formar sua opinião. — Ent
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