Capítulo 22 O bar estava barulhento, cheirando a cerveja e liberdade. Lia dançava com Vitor, sentindo o corpo leve pela primeira vez em meses. As amigas, Camila e Larissa, avisaram que iam ao banheiro, mas Lia recusou ir junto; ela queria apenas continuar girando. Vitor se afastou por um momento para buscar mais uma rodada de bebidas, deixando-a sozinha no centro da pista improvisada. Do lado de fora, ou melhor, das sombras da entrada, Samuel observava a cena tomado por uma raiva que mal conseguia processar. Ver sua futura noiva — a mulher que carregaria o nome Beaumont — dançando de forma tão livre e próxima a outro cara fazia seu sangue ferver. Não era apenas zelo pela reputação; era algo mais primitivo, algo que ele se recusava a nomear. De repente, Lia parou. Seus olhos, levemente nublados pelo álcool, focaram na figura imponente parada perto da porta. Ela arregalou os olhos e começou a caminhar em direção a ele, cambaleando, mas com um sorriso desafiador nos lábios.
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