GUERO NARRANDO:Depois do café da manhã e da reunião com Igor, me despedi de Edilena. Eu precisava ir para a boate trabalhar, então a deixei na cobertura com sua mãe, Celina, sua tia Mercedes, sua prima Marília, além de Igor, embora eu não confiasse nada nele, Romero e Edgar, meus seguranças ficariam de olho. Elas estavam protegidas, e isso me deixava tranquilo.Nacho me acompanhou, e enquanto eu dirigia minha caminhonete pelas ruas movimentadas, percebi que ele estava mais tenso que o normal. Desde cedo, andava de cara fechada, mal-humorado, com um olhar sombrio. O completo oposto de mim, que estava relaxado depois do chá que Edilena me deu de madrugada.— Que bicho te mordeu pra estar com essa cara de bunda? — perguntei, colocando meu cabelo para trás da orelha e abaixando o volume do rádio.— Nada… Só não dormi direito — Nacho respondeu seco.Mentira. Eu sabia que ele estava escondendo algo. A veia na têmpora dele pulsava, um sinal clássico.— Deixa de merda, cabrón. Fala logo —
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