GiuliaEu precisava admitir, mesmo que em silêncio, mesmo que contra a parte mais cautelosa de mim: Danilo estava tentando. E não era pouco, não era superficial, não era apenas mais uma tentativa vazia como tantas outras que eu já tinha visto ao longo daquele ano. Havia algo diferente nele agora, algo mais presente, mais atento, quase como se estivesse realmente disposto a fazer dar certo.Às vezes, eu o observava sem que ele percebesse, tentando reconhecer naquele homem o mesmo que havia me magoado tantas vezes. Mas era estranho… porque, naquele momento, parecia que eu estava diante de alguém novo. Ele estava mais leve comigo, mais paciente, mais cuidadoso em cada gesto, em cada palavra. Havia uma intenção clara de fazer daquele tempo algo só nosso, como se o resto do mundo pudesse, finalmente, ficar do lado de fora.E então havia a viagem.Nossa “lua de mel”.A ideia ainda parecia distante, quase irreal. Nós nunca tivemos isso. Nunca tivemos um começo de verdade, algo que fosse apen
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