LYANDRA Eu estava com a cabeça cheia, cheia demais, daquele jeito que não dá espaço para pensar direito e muito menos para fingir que está tudo sob controle. Quando isso acontece, eu não hesito, não fico tentando organizar pensamentos que já passaram do limite, eu simplesmente desço, pego o carro e vou para algum lugar onde ninguém me conhece de verdade, onde ninguém se mete, onde posso desligar por algumas horas sem precisar sustentar postura, comando ou controle. Não é fuga, nunca foi, é a única forma que encontrei de não explodir quando tudo começa a se acumular demais dentro de mim. O bar estava como sempre, discreto, pouca gente, iluminação baixa, aquele tipo de lugar onde ninguém faz perguntas e ninguém quer saber de onde você veio ou para onde vai depois. Fui direto ao balcão, pedi o que sempre pedia e já estava pronta para ficar ali sozinha, bebendo em silêncio, quando o vi. Ele estava alguns lugares ao lado, com duas garrafas do meu whisky preferido, bebendo como se estives
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