Capítulo 61Amanda Salles AlbuquerqueA palavra “guerra” não foi dita em voz alta.Mas ficou em mim.Pesando no ar. Se infiltrando nos meus pensamentos. Se acomodando no meu peito como algo inevitável.Eu encarei o nome circulado no quadro.Eliezer Sheifer.A chave.— Então a gente começa por ele — falei, firme, mesmo com o coração batendo rápido demais.Erick não respondeu de imediato. Ele cruzou os braços, analisando o quadro como se estivesse desmontando cada peça dentro da cabeça.— A gente não começa — corrigiu, por fim — a gente se prepara.Soltei um suspiro curto, impaciente.— Eu não tenho tempo pra isso, Erick.— E também não tem margem pra erro — ele rebateu, direto, sem elevar a voz — Se você entrar nisso do jeito errado… não só perde o André… como vira o novo alvo.O silêncio que veio depois foi pesado.Porque eu sabia que ele não estava exagerando.— Então fala — cruzei os braços, encarando — o que você precisa?Dessa vez, ele me olhou de verdade.Não como alguém que esta
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