(...) Liza O refúgio em Itália, foi maravilhoso, mas não poderiamos fugir para sempre. Passamos apenas três dias, conheci o vinhedo no qual Lorenzo comprou em meu nome, confesso que fiquei encantada, mas me sinto um pouco incomodada por ele fazer isso. O peso do tecido de alfaiataria sobre o meu ombro, era um lembrete físico de que eu não era mais a mesma mulher de antes. Lorenzo apareceu na porta do closet, se escorando sobre o batente. — O que pensa que está fazendo? — Me vestindo para trabalhar. Lorenzo se aproximou, suas mãos se apoiaram em meus ombros, me virando de frente pra si. — Absolutamente não. O médico deu alta para você caminhar, não para enfrentar tubarões em uma sala de reuniões. Você quase morreu Liza! — E eu me sinto mais viva do que nunca. Ficar trancada nesse apartamento, está me matando mais rápido do que aquela bala. — Ele soltou um suspiro frustado, passando a mão pelo seu cabelo. O silêncio se instalou entre nos dóis por uns minutos, seus olhos me an
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