VitorAo chegar ao campus, entro com ela. Andamos de mãos dadas e em silêncio. Está tarde, quase ninguém circula pelo lugar.― Você tem celular, loirinha? ― pergunto assim que chegamos a entrada do alojamento. Nunca a vi com celular, apenas com fones no dia em que esbarramos.Ela balança a cabeça negativamente e responde:― Não. Vou juntar dinheiro para ter nos próximos meses. Para falar comigo terá que ser do jeito tradicional, indo até onde estou.― Vou pensar no seu caso. ― Seu sorriso tímido me faz confessar. ― Eu não quero ir agora.― Está tarde e amanhã eu trabalho e estudo. Mas confesso que ficaria aqui sem ver o tempo passar. Custo a acreditar que a presença de um homem me faça sentir assim.― Espero ser esse homem? ― brinco.Ela sorri.― Não vejo outro.― Posso te dar um beijo de boa noite ou é demais?Como resposta, ela se aproxima.Eu que não sou besta, avanço em seus lábios com toda minha fome.No começo ela se assusta um pouco, mas logo está completamente entregue. Ela ne
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