Após se aconchegar nos braços de Maison, Isabela se virou e adormeceu.Ela sonhou que estava sendo assada em um forno enorme e quente, sentindo-se aquecida por todo o corpo, e dormiu até o amanhecer.A caminho da delegacia, Isabela, sentada no banco do passageiro, virou-se e perguntou:— Você disse alguma coisa depois?Naquele dia, Maison usava um suéter de lã na mesma paleta de cores que ela — um tom de damasco claro — o que o fazia parecer vários anos mais jovem.— Dizer o quê? — ele respondeu.Isabela franziu os lábios.Talvez estivesse alucinando.— Nada.Maison gostava de provocá-la, apreciando as pequenas oscilações em sua expressão serena, mas desta vez tinha algo de verdade a dizer:— Se você está se referindo à minha confissão de ontem à noite, então sim, eu fiz.Isabela reagiu imediatamente como um coelho com os pelos eriçados, agarrando o braço dele:— Eu sabia! Acho que ouvi você dizer alguma coisa! Maison, repita!Ele podia ser frio e distante, brincalhão e sorridente, ma
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