Estendi a mão, mas, antes que o pequeno a agarrasse, desviei para sua barriguinha, fazendo cócegas. Ryan gargalhou e se sacudiu nos braços da mãe, contorcendo-se até ficar sem fôlego.— Jo, compa sovete! — ele pediu, fazendo biquinho, e eu desviei os olhos rapidamente para Carla em busca de uma resposta.— Você tem que jantar, Ryan. Ou se esqueceu do que a vovó te disse hoje de manhã?— Eu janto, mas quelo sovete — ele uniu as duas mãozinhas pequenas na frente do peito, como se fosse uma prece.— Vamos, mamãe, um sorvete pequeno não tira o apetite do garotão — Carla me olhou de soslaio, mas vi o sorriso se formando antes mesmo que ela concordasse.— Ok, mas você vai tomar apenas um pequeno. Não adianta chorar pedindo mais depois, Ryan — ela o segurou melhor no colo, e a professora entregou a mochila, que eu tratei de pegar. — Agora, não temos cadeirinha…— Temos sim — fui rápido em corrigi-la, só para ver o olhar surpreso se prender em mim. — Achou mesmo que eu não estaria preparado?
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