Arthur Fairchild observou o rastro do veículo de Declan Westerfield até que ele se perdesse no tráfego da cidade. Podia sentir o fogo do orgulho queimando seu peito. Ver Declan proteger Valentina daquela forma, como se ela fosse uma joia inestimável e sagrada, produzia-lhe uma raiva surda. Irritava-o que outro homem ocupasse o lugar que ele mesmo havia descartado, mas, acima de tudo, enfurecia-o que Valentina agora fosse, de fato, intocável.— Ele acha que venceu — resmungou Arthur para si mesmo, apertando os punhos. — Acha que, por carregar esse sobrenome, agora pode me olhar por cima do ombro.Sacudiu a cabeça, tentando apagar a imagem do olhar gélido de Declan. Em sua mente fria e calculadora, o vínculo com Valentina estava rompido, não pelo ódio, mas pela falta de utilidade. Se não podia controlá-la, não lhe servia. Caminhou de volta para seu escritório, mas, no meio do caminho, parou e pegou o telefone. Discou um número que conhecia de cor.— Edward — disse Arthur assim que ouviu
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