19. O calor que me acolhe – Parte 2
Carolina — Gael, que bom ver você aqui — diz o sujeito.O homem que se aproxima exala confiança, seu terno impecavelmente alinhado moldando um corpo que, embora não seja robusto, carrega a postura de quem está acostumado a comandar. Os cabelos castanhos, ligeiramente ondulados, estão perfeitamente penteados para trás, sem um único fio fora do lugar. Os olhos, de um tom âmbar profundo, analisam cada detalhe da situação, carregando um brilho afiado, quase calculista. Um sorriso polido se forma em seus lábios, mas não alcança o olhar — é o tipo de expressão que um jogador habilidoso usa ao fazer uma jogada arriscada.Meu marido age de modo inesperado ao passar o braço por minha cintura, sua mão repousando sobre a linha marcada pelo vestido. Não sei o que ele está pensando, mas, claramente, está marcando um ponto com essa atitude.— Todos ficamos preocupados quando soubemos do seu acidente. Sua família não deu muitas informações, deve imaginar como foi estranho descobrir que meu amigo se
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