POV IsadoraFechei os olhos rezando para que ele fosse embora, mas ele não saiu.Eu percebi isso alguns segundos depois que o silêncio se instalou novamente, pesado, pressionando o ar ao meu redor como se o ambiente inteiro tivesse diminuído de tamanho. Ele não fez nenhum movimento brusco, não disse nada de imediato, apenas permaneceu ali, sentado, me observando, até que ele resolveu quebrar o silêncio mais uma vez.— Você quer saber o que não faz sentido? — ele disse depois de um tempo, a voz mais baixa, mais controlada do que antes, como se tivesse decidido mudar a forma de conduzir aquilo. — Achar que alguém precisa fazer alguma coisa diretamente com você para destruir a sua vida.Engoli seco, sentindo a garganta arranhar.Ele não desviou o olhar em nenhum momento.— A minha filha tinha dezessete anos — continuou, apoiando os cotovelos nos joelhos, aproximando mais o corpo. — Ela era inteligente, disciplinada… do tipo que não aceitava ficar na média em nada. Ela estudava em uma das
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