Camila voltou para o quarto com o som da concha de Purusha ainda ecoando na mente. Encontrou Sofia sentada na cama, tirando as sandálias. A jovem levantou o rosto, curiosa.— E então? O que o Guru queria a essa hora? — Sofia perguntou, animada.— Estava me contando mais sobre as histórias do palácio — explicou Camila, enquanto desfazia o nó do robe de seda. — Não sei bem por que ele insiste tanto nisso comigo.Sofia sorriu, uma expressão de puro contentamento pela amiga.— Camila, ele está te dando atenção exclusiva. Isso é raro e maravilhoso. Deixa rolar — Sofia bocejou, deitando-se. — Ele sabe o que está fazendo.Elas adormeceram sob a brisa da noite que entrava suave pelas frestas, trazendo o frescor do jardim para o quarto.Eles estavam de pé no santuário, a pouca distância um do outro. O incenso de sândalo pesava no ar como uma névoa densa, grudando na pele de Camila. Sob a luz vacilante das lamparinas de latão, as sombras dançavam nas paredes de seda terracota, acompanhando o r
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