A penumbra do gabinete era cortada apenas pela luz suave das luminárias de mesa, criando uma atmosfera quase íntima. Sentados na poltrona de couro, o espaço entre eles parecia diminuir a cada frase trocada. Henry, geralmente uma fortaleza de formalidade, permitia-se um sorriso de canto, relaxando o corpo contra o encosto enquanto a conversa fluía com uma empolgação incomum.Chiara, percebendo a guarda baixa do homem, deslizou sutilmente pelo assento. Ela conhecia o terreno que pisava e sabia que Henry não recuaria; ele já estava acostumado com sua astúcia.Nesse momento, o som suave da maçaneta girando interrompeu o silêncio do corredor. Zoe, entrou segurando uma bandeja de prata com o café recém-passado. Henry, de costas para a porta, sequer se deu ao trabalho de virar. Sua atenção estava totalmente na conversa com Chiara.Ao ver Zoe, Chiara inclinou-se ainda mais, ela sabia que os funcionários eram fofoqueiros, e não podia perder essa oportunidade de criar boatos entre seu relaciona
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