O som dos passos firmes de Enzo ecoou pelo mármore do hall da mansão Mancini logo na segunda-feira à noite. Ele não tirou o paletó, não aceitou o uísque oferecido pelo mordomo e não hesitou. Com o semblante fechado, ele convocou os pais, Giorgio e Ada, e sua irmã, Vittoria, para uma reunião imediata no escritório da família.Assim que a pesada porta de madeira se fechou, Enzo foi direto ao ponto, encarando-os por trás da mesa de mogno.— Não vou dar voltas. Quero que vocês arrumem as malas de Francesca Valli e a mandem para um hotel de luxo ainda hoje.Determinou Enzo, a voz fria e inabalável. — Não importa o valor da diária, eu faço questão de pagar tudo com o cartão corporativo. Afinal, ela veio a Milão a trabalho para a Empresa dos seus pais, não para passar férias.Giorgio Mancini, sentado em uma das poltronas de couro, cruzou os braços e assentiu lentamente com a cabeça.— O rapaz está certo, Ada. Negócios são negócios, e hospitalidade tem limite, ainda agora que nosso filho tem
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