LORENZO PASSA MALO ar no escritório da mansão Salvattore estava pesado, saturado pelo cheiro de mogno e pelo rancor acumulado de gerações. Lorenzo Salvattore, o patriarca cujas mãos agora tremiam sobre o colo, encarava o neto com olhos que ainda preservavam o fogo do comando, apesar da fragilidade da cadeira de rodas. Ao seu lado, Valentina mantinha uma postura rígida, o rosto tenso pela antecipação da discussão que veria acontecer a seguir.— Sente-se, Henry!Ordenou Lorenzo, a voz rouca, mas autoritária.— Não estamos aqui para sugestões. Karen escolheu os nomes dos herdeiros e eu já dei minha bênção. Os gêmeos serão batizados como Giovanna e Henrico, e isso é uma ordem clara.Henry nem sequer tocou na cadeira. Ele permaneceu de pé, os punhos cerrados, uma sombra de amargura cruzando seu rosto jovem e bonito.— Nunca vovô, ela que procure outros nomes, menos esses!Henry disparou, a voz gélida e cortante.— Essas crianças jamais levarão os nomes dos meus pais. Eu não vou permitir q
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