NARRAÇÃO DE KAITO...Ainda estava mal. Tocava em meu peito enquanto olhava minha mãe fora de controle. Gritava, chorava, esperneava, enquanto meu pai a segurava firme, tentando, de certa forma, amenizar sua dor. Então ele me olhou, quase em súplica, e falou:— Vá para a casa da sua namorada! Sua mãe não está em condições...Por mais que eu tivesse sido ensinado a obedecer sem questionar, naquele momento meus pés se fincaram no chão, como se fossem ímãs. Doía em minha alma ver minha mãe daquele jeito.— Vai, Kaito!! — gritou nervoso.Chorei diante deles, segurando a maçaneta da porta.— Pai, por favor, acalme ela!Meus olhos carregavam súplicas e, mesmo que minha visão estivesse turva pelo excesso de lágrimas, meu pai assentiu, afagando as costas dela. Saí desnorteado, tocando nas paredes.Bela, de longe, me olhava com pesar, abraçada ao próprio corpo. Não precisei pedir nada, nem uma palavra precisei mencionar. Ela se aproximou e me abraçou forte. Meu corpo tremia. Sentia meu coração
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