KATHERINEO portão se fechou atrás do carro com um ruído metálico grave que não ecoou alto, mas carregou uma sensação definitiva, como se aquele som marcasse uma transição que eu não havia autorizado, apenas sido conduzida a atravessar. A alameda interna era iluminada por focos de luz estrategicamente posicionados para destacar a arquitetura da casa, não o jardim, e isso dizia muito sobre quem morava ali, porque nada naquela propriedade parecia existir por acaso ou por capricho estético, tudo tinha propósito, cálculo e intenção. Quando o carro parou diante da entrada principal, dois seguranças já aguardavam, postura rígida, comunicação por ponto eletrônico, nenhuma curiosidade visível sobre quem eu era ou por que estava ali; a casa funcionava como extensão da empresa, e eu tinha a nítida impressão de que estava entrando não apenas na residência de Nick Langford, mas em mais uma unidade operacional sob seu comando.Ele s
Ler mais