A dor tirou de mim a noção do que estava acontecendo, mas me deu força.Estiquei a mão e agarrei a primeira coisa que encontrei.Era um vaso de porcelana fina.Bati com toda a minha força contra a cabeça do homem que estava com os dedos apertando a minha coxa.Eu me cortei, mas não senti.— Vagabunda!Suzanna deu risada e se afastou.— Ela é sua. Estou indo embora, não quero ver isso.O oriental não respondeu, mas eu estava com tanto medo que continuei gritando e pedindo por socorro como se, em algum lugar, alguém pudesse me ouvir.Eu sentia o calor úmido nas minhas costas, mas continuei gritando e me debatendo.De repente a pressão que havia sobre mim desapareceu, foi literalmente retirada como se tudo aquilo não passasse de um pesadelo.A sensação de leveza me fez abrir os olhos.— Solta a minha mulher!A voz de Noah me levou para um mundo seguro, onde eu podia chorar, ser frágil, me entregar.Os olhos de Noah estavam diferentes do que me lembrava, pareciam pesados e sombrios.O hom
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