LIZZY... Ir até a casa de Victor naquele dia não tinha sido uma decisão impulsiva. Tinha sido necessária. Por mais que eu tenha passado meses me convencendo de que ele era um erro que eu precisava manter no passado, ver a forma como ele olhava para as meninas, a forma como elas, mesmo sem entender completamente, se encaixavam nele com uma naturalidade quase instintiva, aquilo mexeu comigo de um jeito que eu não estava preparada para admitir. Foi libertador. Doloroso, mas libertador. Porque, pela primeira vez, eu não estava carregando tudo sozinha. Pela primeira vez, eu vi Victor não como o homem que me machucou, mas como o pai delas. Presente, atento, completamente rendido àquelas duas pequenas criaturas que, sem saber, tinham o poder de desmontá-lo inteiro. E elas reconheceram isso. Alina grudada nele como se sempre tivesse pertencido ali. Milena observando, analisando, até ceder também. Aquilo, foi bonito. Perigoso, mas bonito. Talvez por isso ir embora tenha sido mais difíci
Ler mais