150. URGÊNCIAS QUE ATENDER
LUIGI:Detive-me, congelado, ao ver o medo refletido no rosto de Lucero, a minha filha. As palavras tinham-me escapado num alarido, libertando um tormento oculto no meu peito durante vinte e três longos anos, anos durante os quais não consegui compreender, nem aceito ainda, a crueldade que Iselda exerceu sobre mim. Mas a minha filha, inocente dos pecados da sua mãe, não tinha culpa. Corri para ela e abracei-a contra mim, sentindo como ela me devolvia o abraço com força, as suas palavras entremisturavam-se com soluços.—Não sabia, papá, não tinha ideia de que tinha sido ela quem te fez isso. Eu... por favor, papá, deixa para trás esse passado e não permitas que o ódio te impeça de salvar a minha mãe. Não o faças por ela, mas sim por mim, sim? —rogou-me, afastando-se apenas para se encontrar com o meu olhar, os seus olhos lacrimejantes e desesperados procurando nos meus algum sinal de perdão—, sim, papá?Como podia negar-me a uma súplica tão dilacerante, vinda de uma jovem que tinha tom
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