A presença do Alfa se fez sentir antes mesmo de sua voz. Ele avançou, alto e imóvel, a expressão esculpida em pedra enquanto seu olhar percorria a clareira — os galhos espalhados, feitos para uma fogueira, o sangue em meu lábio, a marca da mão já desabrochando em minha bochecha.“O Rei está chegando à matilha”, disse ele. Sua voz era calma, controlada, e isso me assustou mais do que se ele gritasse. “Não vamos criar caos antes de sua chegada.”Murmúrios percorreram o grupo de lobos.Seus olhos pousaram em mim por último. Frios. Avaliadores. "Levem essa escória para a cela", ordenou. "Lidaremos com ela depois."Assim, sem mais nem menos, ele virou as costas para mim e foi embora, como se já tivesse terminado tudo.Luna riu baixinho, um som cruel e satisfeito. Ela me empurrou com força, ambas as mãos atingindo meus ombros, e eu cambaleei para a frente, direto para braços que me esperavam. Mãos ásperas me agarraram imediatamente. Meus pulsos, meus braços, dedos cravando fundo o suficient
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