Por um instante, o salão pareceu prender a respiração. Então, ele colocou o manto sobre meus ombros. O peso foi imediato. Não apenas do tecido, mas do que aquilo representava. Poder. Autoridade. Controle. Tudo finalmente ao meu alcance.“O alfa está morto e não deixou herdeiros”, declarou o conselheiro, a voz ecoando pelas paredes altas. “A luna nos guiará até que o próximo macho da linhagem tenha idade.”Um breve silêncio se seguiu, e então os aplausos começaram, primeiro contidos, depois mais fortes, preenchendo todo o salão, reverberando no chão, nas colunas, no ar.Inclinei levemente a cabeça, aceitando, recebendo, incorporando o papel que esperavam de mim. A pobre luna, fiel, re
Ler mais