Lívia puxou o ar com força, o corpo reagindo antes que ela conseguisse entender onde estava. Abriu os olhos devagar, ainda pesados, como se alguma parte dela tivesse ficado para trás. Por um segundo, não se moveu.A sensação ainda estava ali. Não inteira, não como no sonho, mas suficiente. Um resquício quente que insistia em permanecer. Os lábios ainda formigavam de leve, como se o toque pudesse acontecer de verdade, como se tivesse sido interrompido cedo demais.Ela fechou os olhos de novo, tentando alcançar aquilo outra vez, como se voltar a dormir pudesse fazê-la continuar por mais um instante. Ela queria voltar ao momento em que despertou.Como se isso fosse possível, mas a realidade veio aos poucos: o quarto, o silêncio, a ausência.Lívia soltou o ar devagar, frustrada, e virou o rosto para o lado, afundando mais no travesseiro. O corpo ainda nã
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